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Familiares de detentos da região Oeste do estado reclamam de “opressões” e pedem saída de juíza

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Cerca de 250 pessoas, em sua maioria mães e mulheres de presidiários que cumprem pena em presídios da região Oeste do Estado, se concentraram por volta das 12h, desta terça-feira, 11, na Praça da Sé, no Centro, pedindo melhores condições nas penitenciárias e exigindo a saída da juíza Josiane Patrícia Cabrini, titular da Vara de Execuções Penais (VEC) de Tupã, cidade distante a 514 km da capital.

IMG_20140211_132605 (800x600)Com um carrinho de som, um microfone, faixas, cartazes e apitos, os participantes do ato passaram pelo Tribunal de Justiça, e depois, ficaram por cerca de 20 minutos em frente ao Fórum João Mendes, quando decidiram voltar para frente do Tribunal de Justiça. A manifestação foi acompanhada de perto por cerca de 30 policiais militares, que fizeram um cordão de isolamento no portão do estacionamento do poder judiciário do estado.

IMG_20140211_132939 (800x600)De acordo com Diene, esposa de um detento preso na cadeia de Junqueirópolis, há diversos presos com “cadeia vencida, que deveriam estar na rua há mais de dois anos”. Há celas que comportam seis e hoje têm até 20 homens”, conclui. Entre as muitas denúncias feitas nesta tarde, uma diz respeito ao fechamento e abertura das torneiras de água. Segundo um parente de detento, as cadeias de Junqueirópolis e Pacaembu têm regulado água entre às 14h e às 21h, fechando as torneiras nos momentos mais quentes do dia.

Outra participante do ato, Darlene, disse que seu marido tem sofrido por conta das contantes crises por ter cálculo nos rins e por ter contraído tuberculose na cadeia de Junqueirópolis. “Não adianta só medicá-lo com Buscopan, precisa de cirurgia”, relata.

Presente ao ato, o presidente da comissão de inclusão social, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luiz Carlos Justino, disse que é necessário se acabar com o pensamento de que cadeia é algo essencial. “É preciso menos presídios e mais escolas. Cada cadeia custa entre R$ 7 e R$ 12 milhões aos cofres públicos”.

Sobre Paulo Eduardo Dias

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