Justiça concede pensão à mulher de ambulante morto no metrô

O Metrô de São Paulo foi condenado pela Justiça, em decisão liminar, a pagar uma pensão mensal no valor de R$ 2.232,54 mil a Maria de Souza Santos, mulher do ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, conhecido por Índio, morto dentro da estação Pedro II da linha 3-Vermelha, que liga a zona oeste a zona leste da capital, na noite de 25 de dezembro do ano passado.

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O valor foi calculado pelo juiz André Salvador Augusto Bezerra com base nos R$ 26,790,50 apresentados por Ruas em seu último Imposto de Renda declarado. O montante total foi divido por 12 meses, no que se chegou ao valor de R$ 2,2 mil – estimativa de salário mensal de Ruas – que deve ser depositado todo dia 20, a partir já deste mês. 

 

O juiz acolheu o pedido da defesa de que sem a renda de Ruas a subsistência da família vai ficar comprometida. O homem tirava o sustento vendendo doces, salgados e água, em frente à estação. Outro pedido atendido pelo Justiça foi o caráter de urgência, já que foi decidido o pagamento da pensão antes de completar um mês do caso.

 

Uma audiência de conciliação entre a mulher da vítima e o Metrô foi marcada para o dia 22 de março deste ano.

 

Ruas foi espancado até a morte pelos primos Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, após ter defendido uma travesti e um morador em situação de rua homosexual, que haviam sido agredidos pela dupla anteriormente. Em seu despacho, o juiz Bezerra escreveu que “houve falha da segurança oferecida [pelo Metrô]. 

 

Em nota, o Metrô informou que só irá se pronunciar após tomar conhecimento do conteúdo da liminar. 

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