Quando vai ser liberado o empréstimo consignado do Auxílio Brasil?
No último mês de março, foi aprovada pelo Governo Federal uma medida que instituiu o acesso dos beneficiários do Auxílio Brasil ao crédito consignado.
O público que recebe o benefício, que gira em torno de 18 milhões, poderá comprometer até 40% do pagamento mensal que recebe do programa do governo para quitar o empréstimo, que será descontado na folha.
O crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil não necessitará de análise de crédito e qualquer banco poderá se credenciar. É previsto que sejam concedidos R$77 bilhões em empréstimos.
Apesar de aprovado pelo Governo Federal, a nova linha de crédito na modalidade consignada ainda não está em funcionamento. Isso porque a pasta responsável pelo programa, o Ministério da Cidadania, ainda precisa regulamentar o programa.
Empréstimo consignado do Auxílio Brasil
Em suas redes sociais, a Caixa Econômica Federal se pronunciou sobre a linha de crédito: “O Crédito Consignado para os beneficiários do Auxílio Brasil que é diferente do SIM Digital – Crédito CAIXA Tem, não precisará de avaliação de crédito. Para que esteja disponível para contratação, estamos aguardando a regulamentação do Ministério da Cidadania”.
Ou seja, é necessário aguardar que o Ministério da Cidadania defina os moldes da modalidade consignada para o Auxílio Brasil, como taxas de juros e outros detalhes de funcionamento.
Até que essa regulamentação seja divulgada, ainda não há datas oficiais sobre quando iniciarão as contratações, nem mesmo detalhes sobre como as instituições financeiras interessadas poderão se credenciar.
Críticas
Apesar de ser uma boa notícia para os beneficiários do Auxílio Brasil, por tratar-se de uma modalidade de juros baixíssimos e alta taxa de aprovação por ter as parcelas descontadas em folha, alguns especialistas alertam que o consignado pode ter como consequência um endividamento deste público.
O endividamento não deverá ocorrer devido à inadimplência, visto que as parcelas são descontadas automaticamente em folha. Porém, a lacuna que este valor mensal descontado irá deixar pode fazer falta a essas famílias, que recebem no máximo somente R$210 mensais per capita.