Horário de verão vai realmente voltar em 2025? Veja o que se sabe até agora

A possível volta do horário de verão no Brasil em 2025 voltou a ganhar destaque nos últimos dias, com um aumento de mais de quatro vezes nas buscas pelo tema na internet, de acordo com o Google Trends. O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o assunto é permanentemente avaliado pela pasta, considerando fatores como os níveis de chuva previstos e o consumo de energia durante os horários de pico nos meses mais quentes do ano.

A decisão final sobre o retorno do horário de verão ainda não foi tomada pelo governo federal. Se for adotado, o horário funcionaria entre os meses de outubro e fevereiro, porém as datas precisas ainda não foram definidas oficialmente. O ministro Alexandre Silveira classificou a volta do horário de verão como uma “possibilidade real”, ressaltando que a decisão deve ser baseada em estudos técnicos mais aprofundados, incluindo a análise da geração de energia solar, eólica, e a necessidade de evitar sobrecarga no sistema elétrico.

Último ano com horário de verão foi em 2019

O horário de verão foi extinto em 2019 durante o governo de Jair Bolsonaro, após avaliações indicarem que a medida não resultava em economias significativas, devido ao aumento no uso de aparelhos de ar-condicionado e à mudança no perfil de consumo energético da população. No entanto, um relatório de 2024 do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou que o horário de verão poderia reduzir a demanda máxima de energia em até 2,9% nos horários de pico, gerando uma economia estimada em R$ 400 milhões no período de outubro a fevereiro, além de contribuir para a redução do uso de usinas termelétricas, mais caras e poluentes.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) continua monitorando o Sistema Interligado Nacional (SIN) e fornece informações atualizadas para subsidiar a tomada da decisão mais adequada, mantendo o país preparado para eventuais mudanças no sistema energético.

Caso o horário de verão seja restaurado, ele traria benefícios indiretos para o comércio, o turismo e o lazer, aumentando as horas de luz natural à tarde. No entanto, especialistas apontam que a adaptação pode causar impactos temporários no ciclo do sono, produtividade, concentração e até no humor da população, especialmente nos primeiros dias.