Cacos de vidro em remédios faz produtos serem recolhidos pela Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 17 de setembro de 2025, a suspensão da comercialização, distribuição e uso de um lote do medicamento furosemida injetável, fabricado pela empresa Hypofarma. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e ocorre após a confirmação da presença de material estranho semelhante a caco de vidro dentro das ampolas do lote 2411191, com validade até novembro de 2026.
O problema foi identificado pela Vigilância Sanitária Municipal de Jaraguá do Sul (SC), que emitiu um parecer técnico acompanhado de registros fotográficos que comprovaram o desvio de qualidade no medicamento. A furosemida injetável, vendida em caixas com 100 ampolas de 2 ml, é um diurético amplamente utilizado em hospitais e clínicas para tratar edemas, insuficiência cardíaca, hipertensão e outras condições que exigem a eliminação de líquidos do organismo.
Anvisa determinou recolhimento imediato da medicação
Como medida preventiva para proteger a saúde dos pacientes, a Anvisa determinou que a própria fabricante, Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda, realize o recolhimento imediato do lote contaminado. A decisão está respaldada nas legislações sanitárias vigentes, incluindo o artigo 7º da Lei nº 6.360/1976 e o artigo 6º da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 625/2022.
A agência orienta que pacientes e profissionais de saúde que possuam unidades do lote recolhido interrompam imediatamente o uso do medicamento e entrem em contato com a farmácia ou distribuidora para providenciar a devolução. Hospitais e clínicas também devem reforçar seus controles internos para evitar a utilização do lote comprometido, garantindo a segurança dos tratamentos realizados.
A Hypofarma, por sua vez, confirmou a suspensão do uso do lote enquanto aguarda os resultados da apuração dos fatos, ressaltando seu compromisso com as melhores práticas de fabricação e controle de qualidade para assegurar a segurança dos usuários.