Anvisa anunciou proibição de cinco produtos no Brasil; saiba quais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de cinco produtos considerados irregulares no Brasil, conforme decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (18). Entre os itens suspensos estão o “Xarope da Vovó” (também conhecido como “Xarope da Vovó Isabel”), três produtos da empresa Grupo Nutra Nutri Ltda. — Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio e Espinheira Santa — e o suplemento Curcumyn Long (extrato de cúrcuma longa 95%), fabricado pela Akron Pharma Ltda.
O “Xarope da Vovó” chamou atenção da Anvisa por ser comercializado sem registro, notificação ou cadastro. O fabricante do produto é desconhecido, e o xarope era vendido em diferentes embalagens, prometendo benefícios como “limpar os pulmões de fumantes” e tratar pneumonia, tosse, bronquite e inflamação na garganta. De acordo com a agência, o produto não cumpre as normas sanitárias e é alvo de fiscalização para apreensão em todo o país.
Outros produtos proibidos pela Anvisa no Brasil
Os três produtos do Grupo Nutra Nutri Ltda. estão proibidos porque a empresa não possui autorização da Anvisa para fabricação de medicamentos, requisito obrigatório para qualquer laboratório farmacêutico. Assim, a venda e distribuição desses suplementos eram feitas de forma irregular. A agência também apontou propaganda e comercialização dessas mercadorias sem a devida autorização.
Já o Curcumyn Long, produzido pela Akron Pharma Ltda., foi suspenso após inspeção identificar que o produto não respeita as especificações legais referentes à forma de obtenção do extrato de cúrcuma. Por isso, a Anvisa determinou o recolhimento dos lotes, além de proibir sua comercialização, distribuição, fabricação e propaganda.
Essa ação da Anvisa reforça o compromisso da agência em proteger os consumidores, assegurando que medicamentos e suplementos comercializados no país estejam devidamente registrados e com qualidade comprovada. As empresas responsáveis, Grupo Nutra Nutri Ltda. e Akron Pharma Ltda., ainda não se posicionaram oficialmente sobre a decisão. O órgão mantém fiscalização constante para evitar a circulação de produtos irregulares que possam representar riscos à saúde pública.