Apenas uma capital no Brasil não teve aumento no aluguel no primeiro semestre de 2025, de acordo com ranking

No primeiro semestre de 2025, o aluguel residencial no Brasil registrou alta de 5,66%, quase o dobro da inflação oficial, que foi de 2,99% no período, conforme dados do Índice FipeZap divulgados em julho. Apesar de mostrar uma desaceleração nos reajustes, com aumento de 0,51% em junho, abaixo dos 1,15% em abril e 0,59% em maio, o setor segue pressionando o orçamento dos inquilinos, especialmente nas grandes cidades.

Das 22 capitais monitoradas pela pesquisa, 21 apresentaram aumento nos preços de locação, com exceção de Brasília, que teve queda de 2,08%. As maiores altas foram registradas em Campo Grande (12,69%), Belém (8,94%) e Aracaju (8,77%), seguidas por Cuiabá (8,66%) e Belo Horizonte (8,59%). São Paulo teve reajuste acumulado de 5,85%, enquanto o Rio de Janeiro apresentou alta de 7,51%.

O preço médio do metro quadrado em junho ficou em R$ 49,23, com imóveis de um dormitório liderando os valores, a R$ 66,48/m², e unidades de três dormitórios com os menores preços, a R$ 41,98/m². Entre as capitais, São Paulo segue como a mais cara, com custo médio de R$ 61,32 por metro quadrado, seguida por Belém (R$ 58,99) e Recife (R$ 58,78).

A rentabilidade média anual dos aluguéis foi de 5,93%, abaixo de algumas aplicações financeiras tradicionais, mas ainda atrativa para investidores que buscam diversificação. Imóveis menores, como os de um dormitório, apresentaram maior rentabilidade, alcançando 6,72% ao ano. Manaus (8,44%) e Belém (8,34%) destacaram-se com as maiores taxas de retorno, enquanto Vitória (4,13%) e Curitiba (4,55%) registraram os menores índices.

Apesar da desaceleração recente, a oferta limitada de imóveis e a demanda contínua indicam que não há expectativa de queda nos preços no curto prazo, o que mantém o cenário desafiador para os inquilinos e reforça a necessidade de cautela para investidores no mercado de locação residencial em 2025.

Ranking de maiores variações nos alugueis entre as capitais brasileiras

  1. Campo Grande (MS): +12,69%
  2. Belém (PA): +8,94%
  3. Aracaju (SE): +8,77%
  4. Cuiabá (MT): +8,66%
  5. Belo Horizonte (MG): +8,59%
  6. Teresina (PI): +8,33%
  7. João Pessoa (PB): +7,99%
  8. Vitória (ES): +7,69%
  9. Fortaleza (CE): +7,69%
  10. Rio de Janeiro (RJ): +7,51%
  11. Maceió (AL): +7,10%
  12. Curitiba (PR): +6,69%
  13. Florianópolis (SC): +6,68%
  14. Manaus (AM): +6,66%
  15. Recife (PE): +6,02%
  16. Natal (RN): +5,93%
  17. São Paulo (SP): +5,85%
  18. Goiânia (GO): +5,67%
  19. São Luís (MA): +5,07%
  20. Salvador (BA): +4,66%
  21. Porto Alegre (RS): +2,91%