Aumenta o desespero para a baixa da maior inflação dos últimos 26 anos
O presidente da República, Jair Bolsonaro, pode ser derrotado nas urnas devido ao desastre que está sendo a sua política econômica. A inflação, que vem batendo recordes de alta nos últimos meses, está corroendo o poder de compra do brasileiro e pode vir a ser um ponto crucial que levará Bolsonaro à derrota em outubro.
Bolsonaro não se responsabiliza pela crise econômica
Apesar dos recordes de alta da inflação nos últimos meses, o presidente diminuiu a importância da questão: “O mundo todo vem sofrendo. Apesar da inflação estar alta, na nossa terra os efeitos são menores”, disse ele em evento no Paraná. Além disso, Bolsonaro terceirizou a questão para os governadores: “isso que passamos no momento é fruto de política equivocada adotada por muitos governadores por ocasião da pandemia”.
Erros econômicos impactam nas pesquisas eleitorais
Segundo pesquisa divulgada na semana passada pela Genial/Quaest, o presidente da República está com apenas 29% de intenções de voto no primeiro turno contra 46% de Lula. Apesar de um pequeno crescimento nas últimas semanas, Bolsonaro está estagnado nas pesquisas.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, acredita que essa estagnação deve-se ao péssimo desempenho econômico do presidente.
“Como os eleitores de Bolsonaro e Lula já estão definidos, é a faixa dos Nem-Um-Nem-Outro que vai decidir a eleição. Entre esses eleitores, 54% reprovam a ação do presidente, contra 17% que aprovam”, disse Felipe Nunes em nota.
Comércio Exterior zera impostos
Na tentativa de melhorar os índices da inflação, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu zerar os impostos de importação da carne de boi e de frango até o final deste ano.
Apesar da tentativa, a medida não alivia em nada a escalada da inflação, pois o impacto deve ser de apenas R$700 milhões até dezembro de 2022.
Entretanto, segundo o secretário-executivo da Camex, Marcelo Guaranys, em coletiva na semana passada, disse que a medida deve deixar os produtores mais atentos para o aumento de preços. “Sabemos que essas medidas não revertem a inflação, mas aumentam a contestabilidade dos mercados. Então, o produto que está começando a crescer muito de preço, diante da possibilidade maior de importação, os empresários pensam duas vezes antes de aumentar tanto o produto”