Dados de contas bancárias estão sendo roubados por hackers
Apesar das medidas mais rígidas de segurança anunciadas pelo Banco Central na última sexta-feira (5), o sistema financeiro brasileiro voltou a ser alvo de ataques cibernéticos no último fim de semana, afetando instituições ligadas ao setor bancário, como o banco Triângulo S.A. (Tribanco) e a empresa intermediadora de pagamentos eletrônicos E2 Pay.
O Tribanco sofreu um incidente de segurança digital no sábado (6), que resultou em transferências indevidas via Pix. Embora parte dos valores tenha sido bloqueada pelas instituições destinatárias, o Banco Central confirmou subtração de dinheiro das contas da instituição. O banco garantiu que nenhum dado cadastral de clientes foi exposto, reforçou seus protocolos de cibersegurança e está colaborando com as autoridades para investigar a origem do ataque.
Paralelamente, a E2 Pay, que atua como gateway de pagamentos, mas sem autorização formal do Banco Central para funcionar como instituição financeira, também enfrentou movimentações suspeitas. A empresa negou qualquer comprometimento de dados ou contas de clientes e afirmou estar colaborando com as investigações, enquanto o valor exato do prejuízo ainda está sendo apurado.
Banco Central busca aumentar segurança
Em resposta ao aumento dos crimes digitais, o Banco Central anunciou um pacote de medidas visando fortalecer a segurança do sistema financeiro, incluindo limite de R$ 15 mil para operações via Pix e TED feitas por instituições não autorizadas ou conectadas por prestadores de serviços de TI (PSTIs). Também foi definido que a partir de 2026 nenhuma empresa poderá operar sem autorização prévia do regulador.
Estima-se que, somente nos últimos três meses, os ataques hacker tenham causado desvios superiores a R$ 1,5 bilhão. Apesar disso, não há indícios de prejuízo direto aos clientes, pois os ataques atingiram principalmente os sistemas das próprias instituições financeiras.
O Banco Central reforça a necessidade de vigilância constante, melhorias contínuas em segurança da informação e recomenda que os usuários utilizem práticas de proteção como autenticação em dois fatores, senhas robustas e atenção redobrada a transações suspeitas.