Estudo elegeu Porto Alegre como a pior capital do Sul; entenda
Um estudo recente divulgado pelo Índice de Progresso Social (IPS Brasil) revelou que Porto Alegre é a pior capital da Região Sul em termos de progresso social, ocupando a 22ª posição no Rio Grande do Sul e apenas a 251ª no ranking nacional entre 5.570 municípios avaliados. O IPS avalia a qualidade de vida da população com base em três dimensões principais: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades para que todos possam alcançar seu potencial máximo.
Apesar de Porto Alegre registrar um índice considerado relativamente forte, com nota 66,1 numa escala de 0 a 100, a cidade apresenta pontos críticos que impactam negativamente seu desempenho. Entre os aspectos positivos estão o acesso à água e saneamento, direitos individuais, liberdades individuais e acesso à educação superior, todos avaliados como relativamente fortes.
Por outro lado, a capital gaúcha enfrenta desafios significativos em moradia, inclusão social e acesso ao conhecimento básico, com indicadores como evasão e distorção idade-série no ensino médio, famílias em situação de rua, coleta inadequada de resíduos, altos índices de assassinatos de jovens e vulnerabilidade climática considerados fracos.
Comparação entre Porto Alegre e as demais capitais da Região Sul
Na comparação com outras capitais da região, Porto Alegre fica atrás de Curitiba (PR), que alcançou IPS 69,89 e está na 12ª posição nacional, e Florianópolis (SC), com IPS 67,91 e 73ª colocação no país. Curiosamente, Porto Alegre possui uma renda per capita superior às duas cidades — R$ 59.135,50 contra R$ 53.967,74 de Curitiba e R$ 41.166,88 de Florianópolis —, o que evidencia que maior renda não se traduz automaticamente em melhor qualidade de vida.
O IPS Brasil utiliza 57 indicadores sociais e ambientais para medir o progresso social, indo além do tradicional Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ao incluir dimensões como direitos e liberdades individuais, inclusão social e qualidade ambiental. O estudo também aponta que, nacionalmente, a dimensão de oportunidades é a que apresenta os piores resultados, refletindo desigualdades estruturais no acesso à educação superior, direitos e inclusão social.