Famosa fábrica de calçados encerrou atividades após 14 anos de funcionamento

Uma importante fábrica de calçados localizada em Chapada, no norte do Rio Grande do Sul, encerrará suas atividades na sexta-feira, dia 10 de outubro, após quase 14 anos de operação. A unidade, que vinha sendo operada pelas empresas Azul Safira e LQ, demitirá 135 funcionários. A decisão pelo fechamento foi motivada pela redução da demanda por calçados de inverno, agravada pelas temperaturas mais amenas dos últimos quatro anos, além da busca por redução de custos produtivos.

Com uma área de 5.790 metros quadrados distribuídos em três pavilhões, a fábrica havia chegado a empregar mais de 300 trabalhadores em momentos anteriores, mas a pandemia da Covid-19 impactou negativamente a produção e o quadro de funcionários. Recentemente, a produção diária caiu de 7,5 mil para 2,5 mil pares, uma queda de aproximadamente 66%. Atualmente, a unidade era a terceira maior empregadora da cidade, que conta com cerca de 9,5 mil habitantes.

Apesar do fechamento da planta fabril, o centro de distribuição das marcas continuará em funcionamento em Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os direitos trabalhistas dos 135 empregados serão quitados integralmente, incluindo salários e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Prefeito da cidade lamenta fechamento da fábrica

O prefeito de Chapada, Gelson Scherer, destaca que o encerramento representa uma perda significativa para a economia local, uma vez que a indústria calçadista era uma das principais fontes de emprego e renda da cidade. A prefeitura já iniciou esforços para atrair novos investimentos que possam minimizar os impactos sociais e econômicos causados pelo fechamento da fábrica. O espaço industrial será disponibilizado para potenciais investidores a partir do dia 15 de outubro, com o objetivo de diversificar a economia local além do setor calçadista.

Este encerramento reflete um momento delicado para a indústria calçadista no Sul do Brasil, que enfrenta desafios como a queda na demanda e o aumento dos custos de produção. Ainda assim, o grupo de investidores estrangeiros responsável pela fábrica mantém operações em outras áreas do setor de moda no país.