Galáxias fantasmas podem estar cercando a que vivemos, segundo estudos

Estudos recentes publicados em julho de 2025 sugerem que a Via Láctea pode estar cercada por dezenas de “galáxias fantasmas”—pequenas galáxias satélites praticamente invisíveis aos telescópios tradicionais. Segundo pesquisadores da Universidade de Durham, no Reino Unido, essas galáxias seriam quase indetectáveis porque, ao orbitarem nossa galáxia, perderam grande parte de sua matéria escura devido à forte atração gravitacional da própria Via Láctea. Esse fenômeno as faz “desaparecer” para nossos instrumentos atuais.

Utilizando supercomputadores de alta resolução e novas técnicas matemáticas, os cientistas conseguiram simular a formação e o destino dessas galáxias órfãs. O estudo sugere que podem existir entre 80 e 100 dessas galáxias orbitando a Via Láctea, número significativamente superior ao que se previa até então. Isso desafia nossa compreensão sobre a quantidade de galáxias anãs em nosso entorno e reforça a hipótese da matéria escura—elemento fundamental para explicar a estrutura do universo e a formação de galáxias—prevista pelo modelo ΛCDM (Lambda-CDM).

Como são as galáxias fantasmas?

As galáxias fantasmas são extremamente fracas e não brilham o suficiente para serem vistas por telescópios ópticos comuns. Grande parte dessa “invisibilidade” se deve à perda de matéria escura, que normalmente envolve as galáxias e ajuda a manter sua estrutura. Sem esse “halo escuro”, tais galáxias se tornam quase indistinguíveis do fundo do universo.

Os cientistas acreditam que, com o avanço de novas tecnologias—como o telescópio do Observatório Vera C. Rubin, que conta com uma das câmeras digitais mais potentes do mundo—será possível, nos próximos anos, identificar e estudar melhor essas galáxias ocultas. Essa descoberta não apenas resolve parte do enigma da “escassez” de satélites da Via Láctea como também cria novos caminhos para explorar a composição e evolução do cosmos.