Herança de Pelé vai precisar de alteração da Justiça; entenda o caso

Edson Cholbi Nascimento, conhecido como Edinho e filho de Pelé, renunciou ao cargo de inventariante responsável pela administração da herança do Rei do Futebol. A decisão foi formalizada em uma petição conjunta dos herdeiros, que indicaram Flávia Christina Kurtz Arantes do Nascimento, outra filha de Pelé, para assumir o posto. A substituição ainda depende de aprovação judicial, já que o processo corre em segredo de Justiça.

Pelé faleceu em 2022, aos 82 anos, vítima de câncer no cólon. Inicialmente, a viúva Márcia Aoki foi a primeira indicada para ser inventariante, mas abriu mão do cargo, que acabou ficando com Edinho em 2023. Agora, ele renuncia alegando questões profissionais e pessoais, conforme consta na petição entregue à Justiça em 16 de junho de 2025.

Flávia, que deve assumir a função, é representada pelos advogados Maurício Traldi e Henrique da Cunha Catella, que não comentaram o caso devido ao sigilo do processo. O advogado de Edinho também não se manifestou até o momento.

Como vai ser dividida a herança de Pelé?

O inventariante tem papel fundamental na administração dos bens deixados por Pelé, cujo patrimônio está estimado entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões. Segundo o testamento, 30% dos bens ficam para a viúva Márcia, enquanto os demais 70% são divididos entre os filhos do Rei do Futebol, incluindo Edinho, Flávia, Kely Cristina, Jeniffer, Joshua, Celeste e a enteada Gemima Macmahon.

O processo de inventário, que tramita na 2ª Vara de Família e Sucessões de Santos (SP), está em segredo de Justiça devido à notoriedade do falecido e à complexidade da partilha.