Novo estudo gera alerta para quem consome café instantâneo

Um estudo recente conduzido pela Universidade de Medicina de Hubei, na China, revelou uma possível relação entre o consumo de café instantâneo e o aumento do risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade (AMD), uma doença ocular que afeta principalmente pessoas acima dos 50 anos.

A AMD seca, forma mais comum da doença, causa danos na mácula — região da retina responsável pela visão central — dificultando atividades cotidianas como ler e reconhecer rostos, e pode levar a uma perda significativa da qualidade de vida.

Pesquisa gera alerta para consumidores de café instantâneo

A pesquisa analisou dados genéticos de mais de 500 mil pessoas e identificou uma correlação específica entre o consumo de café instantâneo e o risco de AMD seca, algo que não foi observado em consumidores de café moído ou descafeinado. Segundo o autor do estudo, Siwei Liu, os compostos químicos presentes no café instantâneo, como acrilamida e lipídios oxidados — subprodutos do processo industrial de fabricação — podem desencadear processos inflamatórios e oxidativos que danificam a retina, aumentando o risco da doença.

Além disso, o estudo sugere que pessoas com predisposição genética para consumir café instantâneo também podem apresentar maior probabilidade de desenvolver AMD seca. Embora a doença não cause cegueira total, ela é uma das principais causas de perda irreversível da visão em idosos, afetando cerca de 3 milhões de brasileiros e milhões de pessoas mundialmente.

Especialistas alertam que, apesar dos achados, ainda são necessários mais estudos para confirmar a relação de causa e efeito entre o café instantâneo e a degeneração macular. As diretrizes médicas atuais não recomendam mudanças imediatas na dieta baseadas apenas nesses resultados, mas ressaltam a importância de atenção ao consumo dessa bebida, especialmente em populações mais vulneráveis.