Olímpico Monumental: O que aconteceu com o antigo estádio
O Olímpico Monumental está fechado desde 2013. O terreno deveria ir para a OAS em troca da Arena, mas a troca de chaves nunca foi concluída. Veja o caso.
O Estádio Olímpico Monumental, casa do Grêmio de 1954 a 2013, está fechado e abandonado desde que o clube se mudou para a Arena. O terreno deveria ter sido entregue à construtora OAS como parte do pagamento da Arena e depois demolido para dar lugar a um empreendimento imobiliário, mas a chamada troca de chaves nunca foi concluída. Até outubro de 2026, o estádio segue de pé, cercado por tapumes e tomado pelo mato.
Abaixo, você confere a história do Olímpico, como foi a despedida do Grêmio, por que o acordo com a OAS travou e em que pé estão as negociações em 2026.
Resumo rápido sobre o Olímpico Monumental
- Inauguração: 19 de setembro de 1954, com vitória do Grêmio por 2 a 0 sobre o Nacional, do Uruguai.
- O nome Monumental veio em 1980, com o fechamento do anel superior das arquibancadas.
- Último jogo do Grêmio: 17 de fevereiro de 2013, vitória por 1 a 0 sobre o Veranópolis.
- O estádio fazia parte do pagamento da Arena do Grêmio à OAS, mas nunca foi transferido.
- Situação atual: fechado, sem uso e à espera de um acordo entre Grêmio, Karagounis e OAS 26.
A história do Olímpico
O Olímpico foi inaugurado em 19 de setembro de 1954, no bairro Azenha, em Porto Alegre, para substituir o antigo Fortim da Baixada. No jogo de abertura, um amistoso, o Grêmio venceu o Nacional de Montevidéu por 2 a 0. Na época, o nome era apenas Estádio Olímpico, e o espaço também recebia outras modalidades esportivas.
Ao longo das décadas seguintes, o estádio foi ampliado em etapas. Em 1980, com o fechamento da última parte do anel superior, ganhou o nome de Olímpico Monumental. No ano seguinte, recebeu o maior público de sua história, em um jogo do Brasileiro de 1981 contra a Ponte Preta; os números divulgados variam conforme a fonte, mas passam de 85 mil pessoas.
Foi no Olímpico que o Grêmio levantou a Libertadores de 1983, contra o Peñarol, título que abriu caminho para o Mundial em Tóquio no mesmo ano. O estádio também foi palco de decisões de Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e de muitos Gre-Nais.
A despedida em 2013
A Arena do Grêmio, no bairro Humaitá, foi inaugurada em 8 de dezembro de 2012. A ideia inicial era encerrar a história do Olímpico com um Gre-Nal em dezembro daquele ano, mas atrasos na nova casa fizeram o clube continuar usando o estádio antigo no começo de 2013.
O último jogo oficial aconteceu em 17 de fevereiro de 2013, pela rodada final da Taça Piratini, primeiro turno do Gauchão. O Grêmio venceu o Veranópolis por 1 a 0, com gol do zagueiro Werley. Depois disso, o time passou a mandar todos os seus jogos na Arena, e o Olímpico foi desativado.
Por que o Olímpico não foi demolido
A construção da Arena foi feita pela OAS. Pelo acordo, o Grêmio entregaria o terreno do Olímpico à construtora, que planejava demolir o estádio e erguer prédios residenciais no local. Em troca, o clube receberia a Arena. Essa operação ficou conhecida como troca de chaves.
O plano emperrou por vários motivos. Houve disputas sobre obrigações contratuais dos dois lados, entre elas as obras viárias e urbanísticas no entorno da Arena. A OAS foi investigada na Operação Lava-Jato e entrou em recuperação judicial, o que complicou ainda mais a negociação. Com o tempo, entraram no caso a Karagounis e a OAS 26, braço da construtora responsável pela Arena. A prefeitura de Porto Alegre e o Ministério Público também acompanham o processo, por causa das contrapartidas urbanísticas.
Enquanto isso, o estádio se deteriorou. Reportagens mostram arcos destruídos, arquibancadas em ruínas, mato alto e os refletores ainda de pé. No entorno, moradores e comerciantes relatam imóveis vazios, queda no movimento e aumento de furtos e assaltos desde o fechamento.
Em que pé está a negociação em 2026
No fim de 2025, o Grêmio passou a administrar a Arena depois de um acordo que envolveu o empresário Marcelo Marques na compra de parte da dívida ligada ao estádio. O Conselho Deliberativo aprovou os contratos em outubro de 2025, e o clube esperava fazer a troca de chaves logo em seguida, o que não aconteceu.
Em julho de 2026, a expectativa era de que um acordo entre Grêmio, Karagounis e Metha, novo nome da antiga OAS, fosse selado em poucos dias. O prazo para as empresas responderem terminou no fim de julho sem solução. Em agosto, o Conselho Deliberativo do Grêmio fez reunião extraordinária para ouvir uma atualização sobre a negociação. Em setembro, a imprensa gaúcha relatava que novas reuniões não haviam trazido avanço prático. O clube diz estar pronto para fazer a troca e afirma que as obras de entorno não são sua responsabilidade financeira.
Sem data para a troca de chaves, também não há data para a demolição do Olímpico nem projeto público definido para o terreno.
| Data | Fato |
|---|---|
| 19/09/1954 | Inauguração, Grêmio 2 x 0 Nacional (URU) |
| 1980 | Fechamento do anel superior e nome Olímpico Monumental |
| 1983 | Grêmio conquista a Libertadores no estádio |
| 08/12/2012 | Inauguração da Arena do Grêmio |
| 17/02/2013 | Último jogo: Grêmio 1 x 0 Veranópolis |
| Out/2025 | Conselho aprova contratos para assumir a gestão da Arena |
| Ago/2026 | Conselho discute em reunião extraordinária a troca de chaves |
Perguntas frequentes sobre o Olímpico Monumental
O Olímpico do Grêmio já foi demolido?
Não. Até outubro de 2026, o Olímpico continua de pé, fechado e sem uso. A demolição depende da conclusão da troca de chaves entre o Grêmio e as empresas que ficariam com o terreno.
Qual foi o último jogo do Grêmio no Olímpico?
Foi em 17 de fevereiro de 2013, pela Taça Piratini. O Grêmio venceu o Veranópolis por 1 a 0, com gol de Werley.
Quem é o dono do Olímpico hoje?
O terreno continua ligado ao Grêmio, porque a transferência prevista no contrato da Arena nunca foi concluída. Pelo acordo, a área deve passar para Karagounis e OAS 26 quando a troca de chaves acontecer.
O que vai ser construído no lugar do Olímpico?
O plano original da OAS era um empreendimento residencial. Até agora, porém, não há projeto aprovado nem prazo divulgado para o terreno.