Pesquisa do IBGE revela ótima notícia para consumidores de café

O preço do café registrou uma queda de 1,01% em julho de 2025, marcando a primeira retração desde dezembro de 2023, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa redução ocorre justamente durante o período de colheita do café, quando a maior oferta do produto no mercado contribui para a diminuição dos valores.

Antes dessa queda, o café vinha em uma sequência de 18 meses consecutivos de alta, acumulando um aumento expressivo de 99,46%, praticamente dobrando o preço desde dezembro de 2023. Em 2025, no acumulado do ano, o café ainda apresenta uma alta significativa de 41,46%, e em 12 meses, o índice chega a 70,51%, tornando-se um dos itens com maior pressão inflacionária no país.

Os efeitos climáticos ocorridos em 2024 foram apontados pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) como a principal causa da elevação dos preços, com problemas nas safras que reduziram a oferta do produto e impactaram os custos. Embora as chuvas no início de 2025 tenham trazido alguma melhora para o setor, o cenário ainda se mostrava incerto até a chegada do pico da colheita.

“Tarifaço” não influenciou queda no preço do café

A recente queda no preço do café não está relacionada ao tarifação imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, que entrou em vigor em 6 de agosto de 2025. Apesar dos Estados Unidos serem o maior consumidor mundial de café, e o Brasil responder por cerca de 33% do consumo norte-americano, a tarifa americana ainda não impactou os preços no mercado interno brasileiro.

Por outro lado, a preocupante questão do “tarifaço” afeta a competitividade brasileira no exterior, principalmente porque concorrentes como a Colômbia, líder na exportação de café arábica, permanecem isentos da nova tarifação, e o Vietnã negocia uma alíquota reduzida para o café robusta. O setor cafeeiro brasileiro continua em negociações para tentar reverter ou mitigar os efeitos dessas tarifas elevadas.