Praias do Rio Grande do Sul têm sete pontos impróprios para banho
O alerta está ligado no Rio Grande do Sul. Em plena temporada de verão 2025/2026, sete pontos foram classificados como impróprios para banho, acendendo o sinal vermelho para quem pretende aproveitar praias e balneários do Estado.
De acordo com o Boletim 10 de Balneabilidade, divulgado nesta sexta-feira (13) pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), são 89 locais próprios e 7 impróprios, entre os 96 pontos monitorados.
Onde estão os pontos impróprios no RS?
Os locais que aparecem na lista de risco nesta décima semana de monitoramento são:
- Osório — Lagoa do Peixoto
- Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso (Rio Piratini)
- Santa Maria — Balneário Passo do Verde (Rio Vacacaí)
- São Lourenço do Sul — Praia do Camping
- São Lourenço do Sul — Praia da Barrinha
- Tapes — Praia do U
- Tapes — Praia do Pinvest
As coletas foram realizadas entre 9 e 10 de fevereiro de 2026, e o relatório faz parte do acompanhamento semanal que segue até 27 de fevereiro. Vale destacar: dois pontos em Pelotas saíram da lista de risco, enquanto quatro novos locais (dois em São Lourenço do Sul e dois em Tapes) passaram a ser considerados impróprios.
Cianobactérias preocupam em Osório e Tapes
O grande vilão da vez atende pelo nome de cianobactérias, micro-organismos que podem produzir toxinas perigosas à saúde. Em Osório e Tapes, os índices ultrapassaram o limite seguro de 50 mil células por mililitro estabelecido pelos órgãos ambientais.
Os números impressionam:
- 210.354 células/ml — Lagoa do Peixoto (Osório)
- 176.459 células/ml — Praia do U (Tapes)
- 450.780 células/ml — Praia do Pinvest (Tapes)
Ou seja, estamos falando de índices até nove vezes acima do limite recomendado. Segundo a Fepam, os gêneros identificado: Aphanocapsa, Raphidiopsis, Microcystis e Dolichospermum, podem provocar intoxicações agudas ou crônicas em caso de contato com a água.
Como funciona o monitoramento?
O Programa Balneabilidade é executado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental, com apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). Ao todo, são 96 pontos monitorados em 45 municípios do Rio Grande do Sul.
A classificação leva em conta:
- Índices de Escherichia coli (E. coli)
- Presença de cianobactérias
- Parâmetros definidos pelas resoluções do Conama
Os boletins são atualizados semanalmente, sempre às sextas-feiras.