Psicologia revelou as profissões com maior presença de pessoas psicopatas

Um estudo do psicólogo britânico Kevin Dutton aponta que certas profissões atraem uma maior presença de indivíduos com traços psicopáticos, que incluem frieza emocional, elevada autoconfiança e ausência de empatia. Essas características, longe de serem apenas negativas, podem ser vantajosas em ambientes profissionais que exigem tomada rápida de decisões, controle emocional e liderança firme.

Segundo a pesquisa divulgada recentemente, as profissões com maior incidência de psicopatas são aquelas que envolvem poder, autoridade e exposição pública. No topo da lista estão os CEOs, executivos que tomam decisões impopulares e estratégicas no comando das empresas. Logo depois vêm advogados, conhecidos por sua capacidade de argumentação fria e manipulação, e profissionais da comunicação social, como apresentadores de TV e rádio, que utilizam carisma para influenciar o público.

Outros cargos com alta incidência de psicopatas

Outros cargos incluídos são comerciantes, cirurgiões, jornalistas, policiais, clérigos religiosos, chefs de cozinha e funcionários públicos. Esses profissionais costumam se beneficiar da habilidade de atuar com frieza emocional e domínio em seus respectivos ambientes, mesmo sob pressão intensa.

Já entre as profissões com menor presença de psicopatas estão aquelas ligadas ao cuidado direto das pessoas, como agentes de saúde, enfermeiros, terapeutas, artesãos, cabeleireiros, assistentes sociais e professores, onde a empatia e a conexão emocional são essenciais.

O estudo mostra que muitos psicopatas não são criminosos, mas indivíduos funcionais que prosperam em carreiras competitivas onde o controle, a disciplina e a ausência de hesitação são valorizados. Esse insight abre espaço para refletirmos sobre as complexidades do comportamento humano no mercado de trabalho e como certos traços, mesmo polêmicos, podem ser componentes chave para o sucesso em determinadas áreas.