Quer evitar problemas respiratórios no inverno? Veja dicas

Com a chegada do inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, como gripe, resfriado, sinusite, rinite, bronquite e crises asmáticas, devido ao clima frio e seco que favorece a proliferação de vírus. Em Minas Gerais, por exemplo, já foram registradas 47 mil internações por infecções respiratórias só em 2025, cenário agravado pela baixa cobertura vacinal contra a gripe, apesar da vacina estar disponível gratuitamente para toda a população.

Especialistas explicam que o ar frio e a baixa umidade prejudicam o sistema de defesa do organismo, especialmente o batimento ciliar das vias aéreas, que ajuda a eliminar vírus e bactérias. Além disso, o ar seco desidrata a mucosa nasal, tornando-a mais suscetível a sangramentos e dificultando a eliminação do muco, que fica mais viscoso e cria um ambiente propício para a multiplicação dos vírus. A permanência prolongada em ambientes fechados, comuns no inverno, também facilita a transmissão dos agentes infecciosos devido à circulação reduzida de ar.

Dicas para evitar problemas respiratórios no inverno

Para evitar problemas respiratórios, a prevenção é fundamental. Entre as recomendações estão a lavagem nasal com soro fisiológico, que ajuda a umidificar as vias aéreas, eliminar secreções e células inflamatórias, e deve ser feita ao menos pela manhã e à noite durante o inverno. O uso de umidificadores é indicado quando a umidade relativa do ar estiver abaixo de 60%, mas deve-se tomar cuidado com a distância do aparelho e evitar a função “névoa fria” durante a noite. Manter a casa limpa e bem ventilada, passando pano úmido nos móveis e trocando a roupa de cama semanalmente, também é essencial para reduzir a poeira e os agentes irritantes.

Além disso, é importante higienizar as mãos frequentemente, evitar aglomerações e manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente para grupos mais vulneráveis como crianças e idosos. A ingestão adequada de líquidos, cerca de oito copos de água por dia, ajuda a manter o muco menos viscoso e facilita a eliminação das secreções.

Em casos de sintomas persistentes ou agravados, como tosse com catarro, dificuldade para respirar, cansaço excessivo ou baixa oxigenação, é fundamental procurar atendimento médico. A fisioterapia respiratória pode ser uma aliada importante no tratamento, ajudando na desobstrução das vias aéreas e na recuperação da função pulmonar.

Por fim, as mudanças climáticas, poluição e desmatamento agravam a qualidade do ar e impactam diretamente a saúde respiratória da população, reforçando a necessidade de cuidados redobrados durante o inverno para evitar complicações.