“Rolé é um movimento para conhecer espaços”, diz expositor da feirinha do Ibirapuera

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O rolezinho que aconteceu na tarde do último sábado, 19, no Parque Ibirapuera, em Moema, na Zona Sul, ocorreu de forma pacífica e chega de alegria e flashs de máquina fotográfica. Com a presença de cerca de 60 adolescentes, em sua maioria de 13 a 17 anos, em dado momento, logo no início do encontro, era possível contar mais repórteres do que participantes.

No mesmo local da concentração dos jovens do ‘Rolezinho Parque Ibirapuera’, na Marquise, ocorria uma feira de artigos artesanais, além dos tradicionais skatistas e pessoas andando de patins. Todos dividiram o espaço de forma igual e em harmonia, não necessitando a intervenção do efetivo da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que era composto por três viaturas e oito guardas ou até mesmo dos seguranças particulares que rondam a feirinha do Ibirapuera. Inclusive, entre os expositores há quem defenda o rolezinho.

DSCF1006 (800x451)Para o expositor Afonso Menino, de 50 anos, que no momento da reportagem negociava a venda de um berimbau a um casal de jovens, o rolezinho é algo que deve ser aceito pela sociedade. “Rolé é para conhecer espaços, já que o governo não proporciona passeios. “As pessoas estão se mobilizando no sentido de passear, e isso é válido”. O artesão ainda enfatiza o porquê dos jovens virem de tão longe para passear no Parque Ibirapuera. “Por que eles saem do Grajaú? Porque o bairro não tem o que oferecer . Não adianta afastar as pessoas, isso aguça os desejos”, conclui.

DSCF1002 (800x451)Na concepção de outra expositora, a decoradora Jeanne, o que houve na tarde de sábado não foi um rolezinho. “Não caracterizo como um rolezinho. Hoje está tranquilo, há domingos, que isso aqui fica lotado”.