Tendo pesadelos? Esse hábito pode ser o motivo, segundo especialistas
Pesadelos frequentes podem estar relacionados a hábitos noturnos comuns, mas que impactam negativamente a qualidade do sono, segundo especialistas. Entre os principais fatores que favorecem o surgimento desses sonhos desagradáveis está o consumo de alimentos próximos à hora de dormir, que aumenta a atividade cerebral durante o sono REM — fase na qual os sonhos são mais vívidos. Esse aumento da atividade pode gerar sonhos estranhos e pesadelos, prejudicando o descanso.
Um exemplo clássico é a ingestão de queijo antes de dormir. Pesquisas indicam uma ligação entre intolerância à lactose e o aparecimento de sonhos perturbadores, pois desconfortos gastrointestinais durante a noite interferem no repouso. Além disso, o uso de certos medicamentos, como antidepressivos e remédios para pressão arterial, pode alterar a regulação dos neurotransmissores envolvidos no sono, aumentando a probabilidade de pesadelos.
Outros motivos que também podem gerar pesadelos na hora de dormir
Outro aspecto importante é a temperatura do ambiente. Quartos muito aquecidos dificultam a regulação térmica do corpo, fragmentando o sono e impedindo a passagem fluida pelas fases profundas, o que favorece sonhos intensos e desagradáveis. Um ambiente bem ventilado e com temperatura amena contribui para um sono mais natural e tranquilo, reduzindo o risco de pesadelos.
A posição adotada para dormir também influencia. Dormir de lado, especialmente sobre o lado esquerdo, pode sobrecarregar o coração e gerar estresse corporal, dificultando o relaxamento e aumentando a chance de sonhos ruins. Dormir de costas pode prejudicar a respiração, já que a língua pode obstruir parcialmente as vias aéreas, causando breves despertares e interrompendo o ciclo do sono.
Para minimizar os pesadelos e melhorar a qualidade do sono, especialistas recomendam algumas medidas práticas: evitar refeições pesadas e laticínios próximos ao horário de dormir; manter o quarto ventilado e com temperatura adequada; ajustar a postura para garantir estabilidade e respiração livre; e, em caso de uso contínuo de medicamentos, acompanhar possíveis efeitos colaterais que possam afetar o sono.