Turistas podem ter que desembolsar mais de R$ 80 mil para obter visto dos EUA

Os Estados Unidos anunciaram um programa piloto que exigirá uma caução de até US$ 15 mil (cerca de R$ 82 mil) para estrangeiros de alguns países que solicitarem vistos de turismo (B-2) e negócios temporários (B-1). O objetivo da medida é combater o problema dos visitantes que permanecem no país além do prazo autorizado pelos seus vistos, prática conhecida como “overstay”.

O programa, que terá duração de 12 meses, começará a valer 15 dias após a publicação oficial de seu regulamento, prevista para ocorrer no dia 5 de agosto, e permanecerá em vigor até 5 de agosto de 2026. Ele foi elaborado em conjunto com o Departamento de Segurança Interna, em resposta à ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump, denominada “Protegendo o Povo Americano Contra a Invasão”.

Lista de países afetados ainda não foi divulgada

A seleção dos países que terão seus cidadãos sujeitos à caução será baseada em dados de permanência irregular coletados em 2023, focando naqueles com altas taxas de descumprimento do prazo de permanência e com processos de triagem considerados deficientes. A lista oficial dos países afetados será divulgada com pelo menos 15 dias de antecedência no site oficial do governo americano, e poderá ser atualizada durante o período do programa.

Os oficiais consulares terão três opções de valores para aplicar como caução: US$ 5 mil, US$ 10 mil ou US$ 15 mil, dependendo da avaliação individual do solicitante. O pagamento poderá ser feito pelo site oficial do Tesouro americano e será devolvido integralmente ao titular caso ele cumpra todas as condições do visto, incluindo a saída dos Estados Unidos dentro do prazo estipulado. No entanto, o valor será perdido se houver violação das condições, como permanecer ilegalmente no país após o término do visto ou fazer pedidos intempestivos de mudança ou extensão de status.

O Brasil, por exemplo, figura na 124ª posição em taxas de permanência irregular, com apenas 1,62%, o que indica que não está entre os países com maiores problemas nesse sentido. Países como Espanha e Portugal apresentam taxas maiores, segundo os dados mencionados pelo governo dos EUA.