Venda e fabricação de produtos para pele e cabelo foi suspensa pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou recentemente a suspensão da venda, fabricação, distribuição, propaganda e uso de diversos produtos para pele e cabelo no Brasil. A medida faz parte de uma série de ações em 2025 voltadas à proteção da saúde pública e à adequação das normas sanitárias vigentes.

Entre os principais motivos para a suspensão estão irregularidades em rotulagens, descumprimento das exigências de registro e a presença de substâncias proibidas, como formol e ácido glioxílico em alisantes capilares, que trazem riscos significativos à saúde, incluindo irritações, reações alérgicas e até potenciais danos respiratórios ou câncer em caso de exposição prolongada.

Produtos suspensos pela Anvisa

Produtos notificados com ingredientes ou alegações não autorizadas — por exemplo, cosméticos que fazem referência à cannabis (“hemp”) — também foram barrados, pois induzem o consumidor a erro e infringem a legislação específica para ingredientes controlados. Marcas e lotes específicos, inclusive séruns faciais e cremes hidratantes com tais menções, estão proibidos em todas as versões e lotes.

A Anvisa proibiu a venda de quatro cosméticos da marca Hemp Vegan, sendo eles: o California Drop Sérum Facial, o Psiloglow Lip Balm, a Magic LSD Máscara Capilar (em todas as suas versões) e o Alucina Creme Hidratante Facial (também em todas as versões). Esses itens foram retirados do mercado por não atenderem às exigências regulatórias estabelecidas pela agência.

Além disso, a Anvisa interditou fábricas e suspendeu linhas de produtos cuja documentação estava irregular ou onde foram detectadas falhas graves de fabricação, como uso de matérias-primas vencidas e selos de certificação falsos, colocando em risco a segurança dos consumidores. Produtos que entraram nessa lista devem ser retirados do mercado imediatamente e recolhidos pelas fabricantes.

A orientação é que consumidores evitem o uso de produtos não regularizados ou cujas informações sejam duvidosas, sempre conferindo a situação junto à Anvisa e atentos a sinais adversos, como irritações ou odor forte. Profissionais de salões devem priorizar o uso de cosméticos devidamente registrados e em conformidade com as normas sanitárias.