Tecnologia usada por serviços digitais e bancos está sendo usada para aplicar golpes
O reconhecimento facial, cada vez mais comum em serviços digitais e financeiros no Brasil, tornou-se alvo de golpistas que exploram essa tecnologia para cometer fraudes milionárias. Os criminosos capturam imagens dos rostos das vítimas por meio de abordagens variadas, como se passando por atendentes de saúde, educação ou telefonia, ou oferecendo falsas oportunidades de emprego e benefícios. Em alguns casos, chegam a bater às portas das vítimas, fingindo serem agentes públicos para registrar suas imagens, que depois são usadas para fraudes em sistemas de biometria.
Com esses dados, os golpistas conseguem abrir contas bancárias, contratar empréstimos e até financiar veículos em nome das vítimas. Um exemplo extremo aconteceu em Brasília, onde uma quadrilha usou deepfakes para clonar rostos e desviar R$ 110 milhões. Casos recentes incluem pessoas enganadas por falsos processos seletivos em Guarapuava (PR) e idosos vítimas de golpes em São Paulo, que tiveram valores desviados de suas contas.
Dicas para se proteger de golpes com reconhecimento facial
Especialistas em cibersegurança recomendam cautela: desconfiar de pedidos de selfies ou vídeos com movimentos faciais, nunca confirmar parcialmente dados pessoais e sempre verificar a identidade de agentes públicos por meio de uniformes e crachás. É importante também usar canais oficiais para confirmar cadastros e atendimentos.
Quem suspeitar de fraude deve consultar o Registrato, ferramenta do Banco Central que permite verificar empréstimos e contas vinculadas ao CPF, e registrar boletim de ocorrência junto às autoridades competentes. Organizações como a ONG SaferNet Brasil também oferecem orientação e recebem denúncias online. Embora a biometria facial traga avanços na segurança, o alerta é claro: se solicitarem fotos fora de canais oficiais, a recomendação é desconfiar, para evitar ser vítima dessas fraudes sofisticadas.