Banco Central revelou número de pessoas com CPF negativado no Brasil; veja detalhes
O número de famílias endividadas no Brasil atingiu 48,6% em julho de 2025, segundo dados do Banco Central divulgados recentemente. Esse percentual representa uma pequena melhora em relação a junho, quando o índice era de 48,8%, mas mostra um aumento de 0,7 ponto percentual se comparado a julho de 2024, quando o índice estava em 47,9%. Já a inadimplência, que corresponde às dívidas em atraso, atinge mais de 43% da população adulta, o que equivale a quase 70 milhões de CPFs negativados, conforme pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.
Grande maioria dos endividados no Brasil são inadimplentes
A pesquisa também revela que 80% dos endividados já estiveram em listas de inadimplentes anteriormente, indicando um crescimento de 5,18% de reincidentes nos últimos doze meses. O tempo médio para contrair uma nova dívida após regularização é de apenas 2,5 meses, mostrando que muitos brasileiros voltam rapidamente a se endividar.
Para o educador financeiro Fernando Lamounier, o problema decorre da sedução pelas parcelas baixas nas compras a crédito, sem a devida atenção ao custo total e aos juros, que deixariam a renda dos consumidores refém das dívidas. A taxa média de juros das novas contratações de crédito chegou a 31,8% ao ano em agosto, segundo o Banco Central, e o índice de Custo de Crédito, que engloba outros custos além dos juros, atingiu 23,4%.
Lamounier alerta que renegociar dívidas sem alterações no controle dos gastos e hábitos financeiros pode ser uma armadilha. Ele destaca a importância do planejamento e da educação financeira para romper o ciclo da dívida, uma medida urgente para evitar que uma geração inteira fique presa à inadimplência.
Esses dados refletem um cenário em que o endividamento e a inadimplência caminham lado a lado, gerando impacto negativo no consumo, no comércio e na economia em geral, o que exige cautela e controle financeiro dos consumidores brasileiros.