Espaços abandonados preocupam a população de Porto Alegre

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A discussão a respeito da antiga casa gremista, o estádio Olímpico, abriu os olhos da população de Porto Alegre para outros lugares da cidade. Com muitos espaços abandonados, prédios desocupados, grama alta, imóveis com vidros quebrados, telhados com problemas e, muitas vezes, lixo acumulado.

O terreno da antiga Corlac, na rua Carlos Von Koseritz, na zona norte da Capital, é um dos exemplos. A área leiloada em 2009 teve parte demolida apenas em 2021. Outro exemplo é o terreno do Grupo Zaffari, prédio da antiga Gaúcha Cross, localizado na esquina das avenidas Protásio Alves e Ary Tarragô. Porém, apesar de estarem vazios, os prédios são mantidos.

Um terceiro exemplo é o terreno da indústria de armas Taurus. O prédio está desocupado desde 2015, quando a empresa localizada na Avenida do Forte se transferiu para o Vale dos Sinos. O imóvel apresenta vidros quebrados, telhado com problemas e lixo acumulado na calçada.

“Há falta de política institucional a prédios abandonados e subutilizados de Porto Alegre. E há formas no estatuto da cidade, como o IPTU progressivo, que Porto Alegre não adota de forma ampla e generalizada. É o planejamento urbano que não cumpre com sua função social. Deveria haver um trabalho mais intensivo do município. E o Ministério Público deveria cobrar mais”, reconhece a promotora do Meio Ambiente, Annelise Steigleder.