Arena da Baixada: teto retrátil e gramado sintético do Athletico

O teto retrátil da Arena da Baixada, ex-Ligga Arena, foi entregue em 2015; o gramado sintético chegou em 2016 e foi trocado em 2026. Veja como funcionam.

O estádio do Athletico, que entre 2023 e 2025 se chamou Ligga Arena e hoje voltou a ser tratado como Arena da Baixada, tem duas marcas que nenhum outro grande estádio brasileiro reúne: um teto retrátil, concluído em 2015, e um gramado sintético, instalado no início de 2016. As duas coisas estão ligadas. A cobertura reduz a luz e a ventilação sobre o campo, e a grama artificial resolveu um problema que a grama natural não conseguia superar. Em 2026, o piso foi trocado pela primeira vez desde a estreia.

Neste texto você vai ver como funciona o teto, por que o Athletico adotou a grama sintética, o que mudou com o novo gramado de 2026 e o que aconteceu com o nome Ligga Arena.

Resumo rápido sobre o teto e o gramado da Arena da Baixada

  • O teto retrátil foi entregue em 2015 e tem dois módulos móveis de aço galvanizado com cobertura de policarbonato.
  • Abrir ou fechar a cobertura por completo leva cerca de 25 minutos.
  • O gramado sintético estreou no início de 2016, com certificação Fifa e enchimento à base de fibra de coco.
  • Em 2026, durante a pausa da Copa do Mundo, o piso foi substituído por um novo sistema da FieldTurf, com camada de amortecimento.
  • O nome Ligga Arena vigorou de junho de 2023 até meados de 2025, quando o clube suspendeu o contrato por atraso nos pagamentos.

Como funciona o teto retrátil

A cobertura móvel fazia parte da modernização para a Copa de 2014, mas só ficou pronta depois do Mundial. O clube recebeu oficialmente a estrutura em abril de 2015, em apresentação à imprensa.

O sistema tem dois módulos que correm sobre trilhos e podem se mover juntos ou separados, o que permite cobrir parte do campo ou fechar a área inteira. A estrutura é de aço galvanizado, e as placas de cobertura são de policarbonato. Em condições normais, o movimento completo leva por volta de 25 minutos.

Na entrega, o Athletico apresentou a Arena como o primeiro estádio da América Latina, e o primeiro de futebol no Hemisfério Sul, com esse tipo de cobertura.

O objetivo era proteger campo e torcida da chuva e abrir o estádio para shows e outros eventos.

Por que o Athletico trocou a grama natural pela sintética

A grama natural plantada para a Copa sofreu com dois fatores. Com o teto e as arquibancadas altas, o gramado recebia pouco sol e pouca ventilação. Além disso, shows realizados em 2015 deixaram o campo danificado, e a recuperação exigia tempo que o calendário não oferecia.

A solução foi o gramado artificial. A retirada da grama natural começou em dezembro de 2015, logo depois do último jogo do Brasileirão em casa, e a obra levou cerca de dois meses. O novo piso passou pelos testes de certificação da Fifa em fevereiro de 2016 e recebeu o selo Fifa Pro, o nível mais alto da entidade para superfícies artificiais. O enchimento usava um sistema com fibras vegetais, principalmente de coco, no lugar da borracha.

Com isso, o Athletico ganhou um campo que suporta jogos e montagem de palco sem semanas de recuperação. A decisão foi pioneira entre os grandes estádios do país e abriu caminho para outros estádios, como o Allianz Parque e o Nilton Santos, que depois também adotaram a grama sintética.

Críticas e a troca do gramado em 2026

A escolha sempre dividiu opiniões. Houve elogios à regularidade do piso e críticas sobre o impacto no corpo dos atletas. A partir de 2025, o desgaste do gramado instalado em 2016 ficou mais visível, e jogadores passaram a reclamar das condições do campo.

Em janeiro de 2026, o clube anunciou a substituição. A obra começou em junho, aproveitando a pausa do Campeonato Brasileiro para a Copa do Mundo. Primeiro, todo o piso antigo foi retirado. Depois veio a instalação do shock pad, uma camada de amortecimento que fica sob a grama e absorve parte do impacto das passadas e quedas. Por fim, foram colocados a nova grama sintética e o material de enchimento.

O novo gramado é da FieldTurf. Os testes para a certificação da Fifa foram feitos em julho de 2026, e o time principal voltou a jogar no estádio ainda naquele mês, pela Série A.

Do Kyocera Arena à Ligga Arena

O estádio já teve outros nomes comerciais. Entre 2005 e 2008, chamou-se Kyocera Arena. Em junho de 2023, o Athletico anunciou o acordo com a Ligga Telecom, e o estádio passou a ser divulgado como Ligga Arena.

O contrato não chegou ao fim. No fim de maio de 2025, o clube deixou de usar o nome Ligga Arena por causa de atrasos nos pagamentos e de outras divergências contratuais com a empresa. Desde então, o Athletico voltou a usar Arena da Baixada, apelido histórico do lugar, que fica no bairro Água Verde, na antiga Baixada.

AnoMarco
1999Inauguração da arena moderna, com vitória sobre o Cerro Porteño
2014Reinauguração para a Copa do Mundo
2015Entrega do teto retrátil
2016Estreia do gramado sintético com certificação Fifa
2023Acordo de naming rights com a Ligga
2025Clube suspende o nome Ligga Arena
2026Novo gramado com shock pad

Perguntas frequentes sobre o teto e o gramado da Arena da Baixada

Quanto tempo o teto retrátil leva para fechar?

Cerca de 25 minutos para o fechamento ou a abertura completa. Os dois módulos podem se mover juntos ou separados, cobrindo só uma parte do campo se for preciso.

Desde quando a Arena da Baixada tem grama sintética?

Desde o início de 2016. A grama natural foi retirada a partir de dezembro de 2015, e o piso artificial recebeu certificação Fifa em fevereiro de 2016.

O gramado sintético já foi trocado?

Sim. Em 2026, o piso de 2016 foi substituído por um gramado da FieldTurf com camada de amortecimento. O time principal voltou a jogar no novo campo em julho de 2026.

O estádio ainda se chama Ligga Arena?

Não. O Athletico deixou de usar o nome no fim de maio de 2025, por atrasos nos pagamentos da empresa. Hoje o clube usa o nome Arena da Baixada.