Refrigerantes diet podem ser mais prejudiciais à saúde do que versões normais, diz estudo

Um estudo recente do UK Biobank revela que consumir refrigerantes diet pode ser mais prejudicial ao fígado do que as versões açucaradas, especialmente em relação à doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEADM). A pesquisa mostrou que bebidas adoçadas artificialmente aumentam o risco de acúmulo de gordura no fígado em níveis até maiores do que as bebidas com açúcar, mesmo quando consumidas em quantidades moderadas, como uma lata por dia.

Realizado com 123.788 participantes sem doença hepática, acompanhados por cerca de 10 anos, o estudo avaliou o consumo através de questionários alimentares e monitorou o desenvolvimento da DHEADM, a mortalidade relacionada ao fígado e o teor de gordura no órgão por ressonância magnética. Os resultados indicaram que o consumo diário de mais de uma porção de bebidas diet elevou o risco de DHEADM em 60%, enquanto o consumo das versões açucaradas aumentou o risco em 50%. Além disso, as bebidas diet se associaram a um maior risco de desfechos hepáticos graves, enquanto as açucaradas não demonstraram essa relação significativa.

Substituir refrigerante por água reduz consideravelmente risco da doença

Substituir qualquer tipo de refrigerante por água reduziu o risco da doença em 12,8% para as bebidas açucaradas e 15,2% para as diet. Segundo a autora do estudo, Lihe Liu, bebidas com alto teor de açúcar elevam rapidamente glicose e insulina, favorecendo o ganho de peso e o aumento do ácido úrico, fatores que contribuem para o acúmulo de gordura no fígado. Já as versões adoçadas artificialmente podem afetar o fígado alterando o microbioma intestinal, prejudicando a sensação de saciedade, aumentando o desejo por doces e até estimulando a secreção de insulina.

O alerta final reforça que, para a saúde do fígado e do corpo, a melhor escolha continua sendo a água, especialmente como consumo diário habitual.