Rio Grande do Sul investe em novas formas de irrigação de grãos, saiba mais

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Em debate do Painel RBS Notícias realizado no dia 3, o Rio Grande do Sul ressaltou a importância de investir em novas formas de irrigação de grãos. Segundo o presidente da Fecoargo e da Coopatrigo, Paulo Pires, é essencial o investimento em novas fontes de água. 

“Nós, no RS, tivemos uma inovação no dia 12 de janeiro, em Santo Ângelo, quando entregamos um documento para a ministra Tereza Cristina, representando todas as entidades do RS: Farsul, Fetag, Fecoagro, Famurs, a Prosoja também. Juntamente com as reivindicações para retomar a normalidade, nós colocamos pontualmente o incentivo à irrigação. Nesta região e nas Missões, nós temos uma volta da produção no RS em termos de irrigação”, destacou à RBS TV.

O engenheiro agrônomo Jairton Dezordi, à RBS TV, destaca a importância de expandir a capacidade de produção sem depender de tecnologia importada ou aumentar a área de produção.

“O agro tem sabido lidar com os desafios. Temos no RS e no Brasil uma série de fatores favoráveis para desenvolver o agro. Temos umidade o ano todo, extensão de área de forma ilimitada, ocupamos de 6% a 7% da nossa área, temos luz o ano inteiro e temos tecnologia. Para dobrar ou até triplicar a produção, não precisaríamos inventar novas tecnologias nem derrubar uma árvore sequer. Os fatores são, em sua grande maioria, muito favoráveis”,afirmou. 

Proteção do solo e melhor uso dos recursos hídricos esteve em debate

Esteve em debate o melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Para o presidente da Aprosoja RS e vice-presidente da Aprosoja Brasil, Décio Teixeira, “o produtor tem feito seu dever de casa, mas há coisas que precisam ser aceleradas. A questão da reservação de água em cursos de água ou em APPs (áreas de preservação permanentes) é necessária. Você não pode ficar olhando um curso de água passar e cair no mar, temos que utilizar esse manancial que cruza a nossa terra da melhor maneira possível”, disse.

Além disso, os participantes trouxeram à discussão a questão do combate à estiagem no estado e o uso do solo de forma mais otimizada.