Varíola do macaco se espalha pelo RS; Veja risco de acordo com atividades e locais

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O anúncio da primeira morte em decorrência da varíola do macaco, assim como o aumento constante de casos, tem provocado medo e dúvidas na população, principalmente quanto aos riscos de transmissão da nova doença. 

Segundo afirmou, na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão do vírus monkeypox é através do contato sexual, mesma conexão feita pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. 

A partir das primeiras constatações, especialistas têm comparado os riscos e formas de transmissão para divulgar a melhor forma de prevenção para a população. 

Além do contato sexual, ficar exposto ou ter contato com pessoas que estejam com lesões na pele, principal efeito da varíola do macaco, também tem alto risco de contágio. 

Para os especialistas, atividades como beijar, ficar abraçado ou dormir junto, dançar em um ambiente com muitas pessoas proporcionam um risco aumentado de contágio. Já ações como ficar no ambiente de trabalho, encostar em maçanetas, viajar de ônibus e ir em locais como academia e supermercado têm baixo risco.

Segundo os estudos realizados pelo CDC em julho de 2022, interações rápidas, como conversas entre pessoas onde uma pessoa possa estar infectada com a doença não foram causa relatada de contágio. Portanto, ao que se sabe, o principal risco de contaminação pelo monkeypox segue sendo em casos de contato prolongado.  

Caso o paciente esteja com sintomas suspeitos da infecção é recomendado que este se isole em casa, especialmente caso tenham surgidos lesões na pele. A pessoa com sintomas também deve evitar ter contato com pessoas e animais, utilizar máscara caso precise se deslocar em ambientes públicos e cobrir as lesões. 

Também é recomendado que o paciente suspeito não compartilhe objetos como talheres, roupas de cama e toalhas. É preciso lavar as mãos com frequência, utilizando água e sabão. 

O isolamento do paciente só deve terminar quando todas as lesões estiverem secas e cicatrizadas, processo que pode demorar de 15 a 28 dias.

No Rio Grande do Sul já foram confirmados 12 casos da varíola do macaco, cinco deles tendo sido registrados em Porto Alegre. A primeira morte em decorrência da doença foi comunicada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (29), em Minas Gerais.